Dorme Aluízio Alves
E acorda noutro instante
Sob um luminoso foco de luz.
Ele contempla a saudade
Dos muitos que choram
E renova a esperança
Como ensinou Jesus Cristo
No ato da cruz.
Dorme Aluízio!
E a dor de Henrique se arrebenta em lagrimas
E a dor de Ana apunhá-la o seio triste
E a dor dos Aluizios golpeia a alma
Agnelo saudoso pranteia
E os amigos golpeados pela distancia física exclamam:
- Saudade atroz, doce lembrança!
Dorme Aluízio!
E um reverente silencio se faz música
E a saudade se faz hino, oração...
E uma saudade verde paira no ar.
-
Radyr Gonçalves
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